Com o início oficial da campanha eleitoral de 2026, candidatos e partidos já ocupam as ruas e as redes sociais em busca da atenção do eleitor.
A propaganda eleitoral está permitida desde 16 de agosto, inclusive na internet. Neste ano, além das tradicionais bandeiras, santinhos, caminhadas, carreatas e comícios, as redes sociais ocupam um espaço cada vez mais estratégico na disputa pelo voto.
Mas uma pergunta permanece: até que ponto uma campanha bem produzida nas redes sociais consegue influenciar a decisão do eleitor? Vídeos curtos, transmissões ao vivo, memes, conteúdos emocionais e a presença constante dos candidatos no Instagram, Facebook, YouTube, TikTok e outras plataformas fazem parte da disputa pela atenção do público.
Ao mesmo tempo, o eleitor também encontra o candidato nas ruas, nos debates, nas entrevistas e nas propostas apresentadas durante a campanha. Para 2026, o Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu regras específicas para o ambiente digital.
Os endereços eletrônicos utilizados pelas campanhas precisam ser informados à Justiça Eleitoral, e o uso de inteligência artificial na propaganda está sujeito a regras de identificação e a restrições. A preocupação aumenta porque uma publicação pode alcançar milhares ou até milhões de pessoas em pouco tempo. Por isso, o TSE também estabeleceu regras para o impulsionamento de propaganda eleitoral e para conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial.
Mas será que ter muitos seguidores significa ter muitos votos?
Uma campanha com grande presença digital pode chamar atenção, mas a decisão do eleitor pode envolver outros fatores: confiança, histórico político, capacidade de apresentar propostas, coerência, experiência e a percepção de que aquele candidato realmente pode representar seus interesses.
É justamente essa questão que a reportagem pretende colocar em discussão:
O que faz você escolher um candidato?
É a quantidade de seguidores?
É a propaganda nas redes sociais?
É ver o candidato nas ruas?
É o discurso?
É o histórico?
Ou são as propostas apresentadas para melhorar a vida da população?
O que o eleitor procura em um candidato? Para entender esse comportamento, a reportagem pode ouvir um eleitor e perguntar:
Repórter: Quando você vai escolher um candidato, o que é mais importante para você?
Entrevistado: Para mim, o principal é conhecer as propostas. Eu quero saber o que a pessoa pretende fazer e, principalmente, se aquilo que ela está prometendo é possível de ser realizado.
Repórter: As redes sociais influenciam sua escolha?
Entrevistado: Influenciam no sentido de ajudar a conhecer o candidato. Eu posso acompanhar o que ele fala, ver entrevistas e conhecer melhor suas ideias. Mas só ter muitos seguidores não significa que eu vou votar nele.
Repórter: E a campanha nas ruas? Bandeiras, carros de som, caminhadas e santinhos chamam sua atenção?
Entrevistado: Chamam atenção, mas não necessariamente conquistam meu voto. Acho que uma campanha pode ser muito bonita e organizada, mas, se eu não concordar com as propostas, isso não muda minha decisão.
Repórter: O que um candidato precisa ter para conquistar seu voto?
Entrevistado: Precisa ter propostas claras, conhecer os problemas da população, mostrar como pretende resolver esses problemas e ter credibilidade. Também acho importante olhar o passado do candidato e saber o que ele já fez.
Repórter: Então, para você, o que pesa mais: imagem ou proposta?
Entrevistado: A imagem pode chamar minha atenção, mas a proposta é o que pode me convencer.
A pergunta que fica
Em uma eleição cada vez mais digital, conquistar a atenção do eleitor pode ser apenas o primeiro passo.
O verdadeiro desafio para os candidatos talvez seja transformar visualizações em confiança, seguidores em eleitores e discursos em propostas capazes de convencer quem ainda está indeciso.
No fim, a pergunta é simples:
Na hora de votar, você escolhe pelo que o candidato mostra nas redes, pelo que ele fala nas ruas ou pelo que ele apresenta como proposta para o futuro? Essa resposta pode ajudar a revelar muito sobre como o eleitor brasileiro está escolhendo seus representantes em 2026.


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