Laurilene Clara: Terapeuta Integrativa e Complementar

Em algum momento da vida, praticamente todos nós já passamos por uma sensação difícil de explicar. Aquela impressão de estar estranho, esquisito, ou até mesmo pensar: “Não sei o que eu tenho… sei que não estou bem.”
Essa sensação, muitas vezes, vem acompanhada de uma angústia ainda maior: a de se sentir mal e não conseguir identificar exatamente o que está acontecendo. Surge então um turbilhão de pensamentos e sentimentos que parecem não ter explicação.

É justamente nesse momento que se torna necessário parar e respirar para refletir. O simples ato de respirar de forma consciente pode ajudar a acalmar o corpo e a mente. Uma forma prática é fechar os olhos, puxar o ar lentamente pelo nariz, enchendo os pulmões, segurar o ar contando até quatro e depois soltá-lo devagar pela boca. Esse processo pode ser repetido de três a quatro vezes.

Enquanto respira, faça uma pergunta simples, mas poderosa: “O que estou sentindo?” Pergunte com calma e sinceridade, sem medo, buscando a resposta no lugar certo: dentro de si mesmo. Aos poucos, a consciência começa a se ampliar e a resposta pode surgir com mais clareza. Essa pausa traz segurança e favorece o autoconhecimento, permitindo compreender melhor quem somos e como nossas emoções funcionam. Quando conseguimos identificar o que sentimos, fica muito mais fácil lidar com essas emoções.

Ao desenvolver o autocontrole emocional que nada mais é do que a capacidade de gerenciar as próprias emoções  aprendemos também a lidar melhor com a ansiedade, os pensamentos negativos e o estresse.
Além disso, exercícios de respiração ajudam a levar mais oxigênio ao cérebro, o que aumenta o poder de concentração, reflexão e equilíbrio emocional.

Uma prática simples para o dia a dia pode seguir alguns passos:

Respirar e entender a emoção:
Pergunte a si mesmo: O que estou sentindo agora?

Nomear a emoção:
Pode ser tristeza, frustração, ansiedade ou até gratidão.

Entender o gatilho:
O que aconteceu antes? Qual situação despertou esse sentimento?

Regular ou gerenciar:
Respire novamente, reflita sobre o que está sentindo e, se necessário, escreva sobre isso ou grave um áudio para organizar os pensamentos.
Esse processo pode trazer uma mudança importante de perspectiva. Quando nomeamos uma emoção, o cérebro começa a organizar aquilo que estamos sentindo.
Muitas vezes, as emoções aparecem primeiro no corpo e só depois se manifestam nos pensamentos. E quando conseguimos identificá-las e dar um nome a elas, elas deixam de nos dominar e passam a ser compreendidas.
No fim das contas, é importante lembrar: as emoções não são inimigas. Elas são mensagens da alma pedindo para serem escutadas.