Laurilene Clara: Terapeuta Integrativa e Complementar
A gente aprende desde cedo a ser forte.
A aguentar.
A seguir em frente, mesmo quando algo por dentro está doendo.
Mas chega um momento em que o corpo cansa de fingir que está tudo bem.
O sorriso pesa.
O silêncio grita.
Existe uma dor que não aparece para todo mundo. Ela fica guardada. Às vezes vem em forma de irritação, às vezes em forma de tristeza sem explicação. Às vezes é só um vazio difícil de nomear.
E então, em um belo dia, nossos olhos se voltam para dentro.
E a gente percebe exatamente onde precisava de cuidado.
Não é sobre se consertar.
É sobre se acolher.
Olhar para as próprias dores não é sinal de fraqueza. É um gesto de coragem. Porque é muito mais fácil se distrair, ocupar a agenda, cuidar de todo mundo… do que parar e perguntar: “O que em mim ainda dói?”
Quando eu me permito sentir, algo começa a se organizar.
Quando eu me escuto sem julgamento, eu começo a me tratar com mais carinho.
E quando eu me trato melhor, minhas relações também melhoram.
Cuidar de si não é egoísmo.
É responsabilidade emocional.
Às vezes, o cuidado começa pequeno: uma pausa, uma respiração mais profunda, um “hoje eu não vou me cobrar tanto”. Pequenos movimentos internos mudam histórias inteiras.
Que a gente tenha coragem de olhar para dentro.
E, principalmente, que a gente aprenda a se oferecer a mesma gentileza que oferece ao mundo.
Porque a verdadeira força não está em endurecer.
Está em saber se abraçar quando a vida aperta.
Agora, deixo abaixo, como ponto de partida para um olhar profundo para dentro de si, algumas perguntas simples, porém com o poder de fazer um movimento interno de reflexão bastante positivo.
Seja sincero consigo mesmo, anote as respostas, depois leia com atenção, carinho e acolhimento.
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Eu realmente tenho olhado para minhas dores ou tenho me distraído delas?
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Eu tenho acolhido os meus sentimentos ou tenho tentado ser forte o tempo todo?
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O que acontece comigo quando a dor aparece: eu paro ou fujo?
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Tenho permitido que minhas dores me ensinem algo ou apenas tento silenciá-las?
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Que atitude concreta posso assumir para cuidar dessa dor?
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O que muda na minha vida quando eu escolho me olhar com amor?

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