A Prefeitura de Belo Horizonte promove nesta quinta-feira (28) formação para 200 guardas municipais que vão atuar durante o Carnaval, com foco no combate a casos de violação de direitos durante a folia. Importunação sexual, crimes motivados por questões raciais, além da proteção de crianças e adolescentes, serão alguns dos temas abordados.
O treinamento acontece na sede da PBH (Avenida Afonso Pena, 1.212 – Centro), a partir das 9h.
A formação será ministrada pela Subsecretaria de Direitos Humanos e abordará a importância de manter um trato humanizado com toda a população, abordando questões como a importância do reconhecimento do nome social e a proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes, com especial ênfase no contexto do Carnaval. Outro tema do curso é o Protocolo Quebre o Silêncio, para enfrentar e prevenir a violência, especialmente sexual, contra mulheres. Serão realizadas ações de prevenção e mitigação das violações nos blocos, levando informações e proteção diretamente aos foliões e às foliãs.
“Os agentes de segurança estarão mais próximos dos foliões e por isso devem estar preparados para atender, ainda na rua, no meio da folia, casos de violações de direitos. Queremos entregar para a cidade e para os turistas a sensação de segurança e de que todos são bem-vindos e protegidos no Carnaval”, destaca a subsecretária de Direitos Humanos, Luana Magalhães.
Aprimoramento técnico
Desde 20 de janeiro, guardas municipais têm participado de um ciclo intensivo de aprimoramento técnico no Centro de Treinamento e Ensino Continuado (CTEC), no Bairro Pompéia, região Leste, que inclui atividade práticas como conduta de patrulhamento tático, atuação em grandes eventos e o uso de instrumentos de menor potencial ofensivo.
Fernando César Silveira, coordenador da Diretoria de Ensino, Qualificação e Desenvolvimento Profissional da Guarda, explica o diferencial do treinamento atual. “O destaque é a doutrina do Uso Diferenciado da Força, que treina o agente para modular sua resposta de forma proporcional, priorizando sempre a técnica e a preservação da vida. Essa combinação entre técnica e humanização é a chave para o sucesso da operação”.

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