A criação de ambientes de trabalho seguros, éticos e emocionalmente saudáveis tem ganhado protagonismo entre empresas brasileiras.
Nos últimos anos, organizações de diferentes setores têm intensificado ações de combate ao assédio moral e sexual, alinhadas às novas expectativas sociais, às exigências legais e à crescente compreensão de que respeito e bem-estar influenciam diretamente na produtividade e no desempenho das equipes.
De acordo com o relatório KPMG – Maps de Assédio no Brasil 2024, 30% dos profissionais afirmam ter sido vítimas de assédio, enquanto 92% não denunciam por medo de retaliação. Os números revelam um problema estrutural e reforçam a necessidade de iniciativas que promovam diálogo, acolhimento e conscientização contínua dentro do ambiente corporativo.
Entre as empresas que têm investido nesse movimento está a IP Minas, concessionária responsável pela modernização e gestão da iluminação pública em Ribeirão das Neves (MG). A companhia realizou nesta semana uma palestra sobre Combate ao Assédio Moral e Sexual no Ambiente Corporativo, ministrada por Amilton Gonçalves de Jesus, profissional com certificações internacionais em desenvolvimento comportamental.
O encontro abordou a importância das crenças individuais, do impacto das palavras e da responsabilidade coletiva na construção de ambientes seguros. Um estudo de caso apresentado pelo palestrante — a história de uma colaboradora que deixou seu emprego após sucessivas humilhações disfarçadas de “brincadeira” — reforçou que práticas aparentemente banais podem configurar violência psicológica e gerar danos significativos.
A palestra distinguiu, de forma clara, os conceitos de assédio moral e sexual: o primeiro associado à repetição de atos que humilham ou isolam a vítima; o segundo, a avanços ou insinuações indesejadas, sempre ligados a relações de poder. O papel da liderança, segundo Amilton, é determinante para prevenir abusos, acolher denúncias e garantir que “respeito não seja bônus — seja base.”
Para Jociane Almeida, gerente do Consórcio IP Minas, investir em ações de conscientização é indispensável para consolidar um clima organizacional saudável.
“Promover esse tipo de diálogo não é apenas uma boa prática, é um compromisso. Quando falamos abertamente sobre respeito, limites e responsabilidade, fortalecemos a confiança e mostramos que cada pessoa importa. Nosso objetivo é que todos se sintam seguros para ser quem são e para trabalhar com tranquilidade, dignidade e apoio,” afirma.
Segundo a empresa, o encontro integra uma agenda permanente de desenvolvimento humano, alinhada aos valores de Ética, Respeito, Compromisso e Excelência Operacional. A expectativa é que iniciativas como essa ampliem a conscientização, incentivem a denúncia responsável e consolidem um ambiente corporativo mais humano e produtivo.

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