A Black Friday de 2025 acontece no dia 28 de novembro, mas o movimento de pesquisa e planejamento já movimenta consumidores de todo o país.
Além do calendário de descontos, o período também reacende discussões sobre o uso da expressão “Black Friday”.
Para evitar debates paralelos, algumas empresas adotam nomes alternativos em suas campanhas, embora o foco do varejo permaneça nas ofertas e na movimentação intensa de compras. Este ano, a principal preocupação é a segurança digital. Um relatório recém-divulgado pela Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP), intitulado “ADDP – Golpes Online 2025”, revelou que o Brasil registrou 28 milhões de golpes envolvendo Pix apenas neste ano. O estudo também contabilizou 2,7 milhões de fraudes em compras online, 1,6 milhão de golpes via WhatsApp e 1,5 milhão de casos de phishing, números que fazem da segurança digital um ponto central na Black Friday.
Segundo o advogado Francisco Gomes Júnior, especialista em direito digital e presidente da ADDP, datas de grande volume de compras exigem atenção redobrada. “O relatório mostra que o volume de golpes segue crescente em 2025. Em períodos como a Black Friday, a combinação de pressa e oferta atrativa aumenta muito a vulnerabilidade do consumidor”, afirma Gomes.
O estudo da ADDP destaca ainda o avanço das falsificações produzidas com inteligência artificial, especialmente deepfakes, que permitem simular vozes e imagens de supostos atendentes, empresas ou até familiares, ampliando o risco de convencimento durante transações.
Para aproveitar descontos reais, a recomendação é monitorar preços antes da data oficial. “O ideal é registrar os preços atuais do produto desejado em diferentes lojas. Assim, o consumidor consegue verificar com precisão se o desconto oferecido no dia 28 realmente existe”, orienta o especialista.
Para evitar perder dinheiro nessa temporada, dicas práticas e simples ajudam nas compras seguras.
– Pesquise a reputação da loja, avalie histórico, reclamações e CNPJ;
– Desconfie de promoções muito abaixo da média. Preços irreais são comuns em golpes;
– Evite pagar por Pix em lojas desconhecidas. A modalidade lidera as fraudes financeiras no país, segundo o relatório;
– Cuidado com links enviados por mensagem. A maioria dos golpes começa por WhatsApp, SMS ou e-mail.
– Cheque segurança e autenticidade do site. Observe domínio, cadeado e identidade visual;
– Atenção às compras internacionais. Considere câmbio, taxas e prazos de entrega;
– Prefira cartão de crédito, uma vez que, permite estorno, contestação e direito de arrependimento, oferecendo proteção que o Pix não garante.
“A dica principal é simples, verifique tudo antes de pagar e priorizar o cartão de crédito. Essa forma de pagamento oferece mecanismos de proteção ao consumidor que o Pix ainda não proporciona, especialmente em datas com alto índice de fraude”, finaliza o especialista.


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