Claudia Zanol – Professora
O conto é uma obra literária com o intuito de entreter, emocionar, despertar a imaginação e reflexão do leitor. O conto surgiu a partir da tradição oral, no ato de contar histórias e logo se transformou em uma manifestação escrita. Ela nunca admitiu ser ansiosa, muito menos reconhece que esse é o seu maior defeito, mesmo assim nas tardes de segunda fazia terapia para livrar desse defeito ou pelo menos amenizá-lo. Quando era criança e estava na véspera de seu aniversário nem comia, e dormir era coisa que nem passava por sua cabeça, mas uma qualidade ela possuía, gostava de estudar, arranjou milhões de namorados, alguns inocentes como ela, outros nem tanto, era uma moça falante e possuía uma retórica impecável, era seu charme, "dizia ". Emocionava-se com a sessão da tarde, com músicas que vinham do rádio, mas emoção mesmo ela só tinha quando sentia subir dentro dela a ansiedade que a fazia ter febre, querendo que as coisas simplesmente voassem.
Ela cresceu e aprendeu a não ter pressa, conheceu uma pessoa interessante e o colocou em seu projeto de vida, nunca conhecera uma pessoa como aquela, não tinha nada a ver com ela, era um de outro tempo, de um outro chão, só não era um fantasma porque cheirava a rosas. Marcaram o primeiro encontro, o segundo, o terceiro, até perder a conta de tanto que se viam,
jantaram num restaurante onde sua amiga havia indicado, serviram frutos do mar, o homem falou muitas coisas, do mundo, da vida e de si mesmo, e pela primeira vez ela quis ouvir.
Despediram-se, como em todas as noites, com um sorriso e um beijo no rosto. Nessa noite, porém, foi diferente, o homem tirou do bolso de seu paletó uma caixinha quadrada e antes que pudesse se recompor por tamanha surpresa, ele se ajoelhou no primeiro degrau da escada e estendeu sua mão segurando uma aliança. Sentiu um tremor no corpo, passou a mão pela testa e descobriu que estava com febre de amor”.
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