Minas Gerais não terá Lei Seca durante o primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4).

A decisão significa que não haverá proibição geral da venda e do consumo de bebidas alcoólicas no Estado durante o período de votação.

Apesar da ausência da restrição, o esquema de segurança para as eleições contará com mais de 40 mil policiais militares mobilizados nos 853 municípios mineiros.

O efetivo será empregado em ações de policiamento nos locais de votação, escolta e monitoramento das urnas eletrônicas, fiscalização de possíveis crimes eleitorais e atendimento de ocorrências.

As informações sobre a operação foram apresentadas na última quinta-feira (1º), durante uma coletiva realizada em Belo Horizonte. O trabalho será acompanhado pelo Gabinete Integrado de Segurança (GIS) do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), que fará o monitoramento das ocorrências em tempo real.

De acordo com o desembargador Paulo Tamburini, coordenador do GIS, a inexistência da Lei Seca não altera as demais regras estabelecidas para o período eleitoral. “Não temos Lei Seca em Minas Gerais”, afirmou Tamburini durante a coletiva.

Entre as medidas de segurança está a proibição da aproximação de pessoas armadas a menos de 100 metros das seções eleitorais. A regra possui exceção para policiais em serviço que estiverem exercendo o direito ao voto. As forças de segurança também estarão responsáveis por acompanhar eventuais ocorrências e garantir o cumprimento das normas eleitorais durante a votação.