Com a campanha eleitoral entrando na reta final, a ausência de candidatos em debates começa a chamar a atenção do eleitor e abre uma discussão sobre o papel desses encontros na democracia.
Tanto na disputa pela Presidência da República quanto pelo Governo de Minas Gerais, alguns dos principais nomes da eleição deixaram de participar de confrontos promovidos por emissoras e veículos de comunicação.
No primeiro debate presidencial de 2026, realizado pela Band em 23 de agosto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não participaram. O encontro também teve a ausência de Romeu Zema (Novo). Segundo informações divulgadas na época, Lula decidiu não comparecer alegando falta de condições de igualdade para se defender dos ataques, enquanto Flávio Bolsonaro afirmou que pretendia debater diretamente com Lula.
Em um formato diferente de podcast, participaram Cury, Caiado e Zema do debate presidencial promovido pelo Flow. Em Minas Gerais, a situação também tem provocado discussões. Patrus Ananias (PT) não participou do primeiro debate estadual, realizado pela Band, porque estava em São Paulo para um evento relacionado à campanha de Lula.
Nas últimas semanas, outras ausências voltaram a ocupar espaço. No debate da TV Alterosa, em parceria com Estado de Minas e Portal Uai, Patrus Ananias, Alexandre Kalil (PDT) e Cleitinho Azevedo (Republicanos) não compareceram. Kalil justificou uma das ausências pela recuperação de uma infecção intestinal, enquanto Patrus citou conflito de agenda de campanha.
Já no debate da Record Minas, realizado em 21 de setembro, somente Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD) participaram entre os seis candidatos convidados. Kalil, Patrus e Cleitinho não compareceram, enquanto Flávio Roscoe (PL) justificou a ausência por problemas de saúde.
A questão, porém, vai além de cada justificativa individual. O debate eleitoral permite que o eleitor conheça propostas, veja diferentes candidatos respondendo aos mesmos temas e compare posições em um mesmo espaço. Ao mesmo tempo, a legislação eleitoral estabelece regras para a realização desses encontros, mas a participação dos candidatos depende das condições previstas para cada debate.
Diante desse cenário, fica uma pergunta para o eleitor: os candidatos aos cargos de presidente e governador deveriam ser obrigados a participar dos debates quando convidados, ou cada candidato deve ter o direito de escolher quais debates deseja participar, assumindo também as consequências políticas dessa decisão?
E você, o que pensa sobre as ausências nos debates desta eleição?
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