Com apenas 33 anos, o jornalista belo-horizontino Pedro Paiva já percorreu diferentes redações e hoje se consolida como uma das vozes mais jovens do jornalismo internacional.
Em agosto, ele chamou a atenção do público brasileiro ao substituir Eduardo Barão como correspondente da Rede Bandeirantes em Nova York. Foram reportagens diárias para o Jornal da Band, entradas ao vivo na BandNews TV e BandNews FM e, principalmente, uma cobertura intensa da recente crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. No YouTube da emissora, suas matérias alcançaram grande repercussão uma delas ultrapassou 600 mil visualizações. Natural do bairro Funcionários, na região centro-sul de Belo Horizonte, Pedro deixou Minas ainda adolescente, passou por São Paulo, Rio de Janeiro e até por Montevidéu, no Uruguai, antes de se fixar nos Estados Unidos. Apesar das mudanças constantes, não esquece as origens: “BH é onde nasci e onde vivem meus tios, primos e avós. Sempre terá um cantinho especial no meu coração.”
A primeira chance profissional veio de forma inesperada em 2020, quando criou no Instagram um perfil dedicado à eleição americana. O conteúdo chamou a atenção de nomes de peso, como Luciano Huck, e acabou abrindo as portas para trabalhar como produtor no América News, telejornal da Globo Internacional.
Já em Nova York, recebeu em 2021 uma proposta da Revista Híbrida e decidiu permanecer. Desde então, construiu um percurso sólido: passou por veículos como Brasil 247, RedeTV!, Brasil de Fato, TV A Crítica, CNN Brasil, Times Brasil/CNBC e, mais recentemente, o Grupo Bandeirantes.
Mas a rotina, como ele faz questão de frisar, está longe de ser glamourosa:“Ser correspondente não tem nada de luxo. É correria, longas jornadas, muitas vezes sem descanso e sem férias. Como freelancer, a gente precisa estar o tempo todo em movimento.”
Mesmo assim, Pedro segue acumulando experiências marcantes. Em quatro anos de Estados Unidos, acompanhou uma eleição presidencial, três indiciamentos de Donald Trump, duas Assembleias Gerais da ONU e três visitas oficiais de Lula ao país, além de entrevistas com governadores e autoridades brasileiras.
A lembrança mais especial, segundo ele, foi a visita de Lula à Casa Branca, em 2023: “Foi a primeira vez que estive em Washington e também no Salão Oval. Para quem ama jornalismo político internacional, como eu, foi um sonho realizado.” Entre a saudade da família e o ritmo intenso, Pedro continua olhando para frente. Seu objetivo é ampliar horizontes e também falar diretamente ao público americano:
“Os Estados Unidos são um país de imigrantes, mas ainda faltam vozes imigrantes nas redações. Eu amo o Brasil, mas quero também contar histórias daqui, por dentro.” Com determinação e olhar atento, Pedro Paiva mostra que o jornalismo não tem fronteiras e que a voz de um mineiro pode ecoar de Nova York para o mundo.



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